quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A história dos Avivamentos

E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias. (Joel 2:28-29)

Ouvi, SENHOR, a tua palavra e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra  no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia.(Habacuque 3:2)

Vemos muito falar sobre Avivamento, afinal esse já era um acontecimento que era pregado e profetizado por Profetas muitos anos antes do Nascimento de Jesus Cristo.
Neste post quero falar um pouco a respeito dos avivamentos que já aconteceram na era Cristã, pois antes de Cristo também houve Avivamentos, como o que aconteceu na Inauguração do Templo de Salomão, o Avivamento do Rei Josias, o Avivamento de Esdras e Neemias (recontrução de Jerusalem).

O primeiro Avivamento da Era Cristã, foi o que aconteceu em Jerusalém.
"Ao cumprir-se o dia de Pentecostes , estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente veio do céu um som, como de um vento impetuoso e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.”  ( Atos 2:1-4) 

Ainda na Era Apóstolica outro grande Avivamento aconteceu na cidade de Samaria, quando o Evangelho foi anunciado por Felipe naquela cidade.

Atos 8:5 E descendo Filipe à cidade de Samaria, pregava-lhes a Cristo.
Atos 8:6 As multidões escutavam, unânimes, as coisas que Filipe dizia, ouvindo-o e vendo os sinais que operava;
Atos 8:7 pois saíam de muitos possessos os espíritos imundos, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados;
Atos 8:8 pelo que houve grande alegria naquela cidade.


 Apartir do 1º século Deus usou muitos homens de fé para acenderem a chama dos Avivamentos, e é sobre eles que se relaciona este post.

IRINEU (130-200dC), bispo de Lyon, na Gália.
Declarou que no seu tempo muitos cristãos falavam línguas estranhas pelo Espírito e tinham dons, inclusive o de profecia. Irineu foi discípulo de Policarpo, bispo de Esmirna, que, por sua vez, fora discípulo de João, o apóstolo.

JUSTINO MÁRTIR (100-165dC).

Nasceu na Palestina, converteu-se em Éfeso e morreu em Roma. Nos seus escritos, mencionou os dons espirituais em evidência nos seus dias, inclusive o dom de línguas estranhas pelo Espírito Santo.

ORÍGENES (185-254dC), teólogo de renome.

Afirmou que os dons espirituais, inclusive o de línguas, eram um facto notório nos seus dias.

CRISÓSTOMO (347-407dC), patriarca de Constantinopla.

No sentido eclesiástico oriental, o termo “patriarca” designa um bispo investido de prerrogativas e precedências especiais. Crisóstomo relatou um caso em que três membros da sua igreja falaram pelo Espírito Santo em persa, latim e hindu.

AGOSTINHO (354-430dC), bispo de Hipona, no Norte de África.

Deu testemunho de que as línguas estranhas estavam em evidência no seu tempo.

WALDENSES e ALBIGENSES (1140-1280dC).
Pedro Valdo
Isso no Sul da Europa, em plena Idade Tenebrosa – a Era Medieval. Eles eram dissidentes da Igreja Romana, seguidores dos princípios bíblicos da salvação e da vida cristã em geral. Os historiadores afirmam que entre eles havia manifestações espirituais em línguas estranhas, segundo o Novo Testamento.

LUTERO (1483-1546).
Falava em línguas e profetizava, conforme depoimento histórico do Dr. Jack Deer, eminente professor e historiador baptista, do Seminário Teológico de Dallas. Essa informação também é encontrada nas obras História da Igreja Alemã, de Souer (volume 3, pág. 406) e Pentecostes para Todos, de Emílio Conde, pág. 88.
ANABAPTISTAS da Alemanha (1521-1550).
Mennon, um anabatista.
Havia entre eles manifestações do Espírito, inclusive dons espirituais e línguas estranhas, como regista a história.
HUGUENOTES (1560-1650).
Culto Huguenote.
 Eram, na França, protestantes, dissidentes quanto à forma de governo da época, no respeitante à liberdade religiosa. O historiador A. A. Boddy assim escreveu: “Durante a perseguição dos huguenotes, a partir de 1685, havia entre eles os que falavam em línguas, transbordantes de fervor espiritual”.

QUAKERS (1647-1650) e os SHAKERS (1771-1774).

Eram cristãos organizados em grupos distintos, no Nordeste da América do Norte, região da Nova Inglaterra. Dos Quakers (tremedores) e Shakers (puladores), diz a obra História da Igreja, de Philip Schaff, edição de 1882, que entre esses grupos havia manifestação de dons espirituais, inclusive línguas estranhas.

METODISTAS primitivos. Líder: João Wesley (1703-1791), inglês.
Jonh Wesley, fundador do Metodismo.

O historiador Philip Schaff, na sua História da Igreja, edição de 1882, relata que esses metodistas pugnavam por uma vida santa e muitos tinham dons espirituais e falavam línguas. O movimento avivalista metodista começou em 1739, em Londres. Foi no Metodismo que teve maior expressão e vulto o Movimento da Santidade, na América do Norte, entre determinadas igrejas tradicionais, após o início do século XIX, do qual, quase um século depois, surgiu o atual Movimento Pentecostal.

IRVINGISTAS. Líder: Edward Irving (1822-1834), presbiteriano, da Igreja Escocesa de Londres.


Irving testemunhou, entre outros factos, que, em 1831, uma irmã solteira, por nome Hall, cheia do Espírito Santo, falou em línguas num culto de oração. A Igreja Presbiteriana local, forçou o pastor Irving a renunciar ao seu pastorado por causa do avivamento que estava ocorrendo e seiscentos membros da igreja da Regent Square, de lá saíram com aquele pastor. Isso também está averbado na obra citada acima, de Schaff.

D. L. MOODY (1837-1899), poderoso evangelista e avivalista norte-americano.

Ele era baptista e pregava a salvação em Cristo de modo diferente e objectivo. Pregava a plenitude do Espírito Santo e uma vida cristã cheia do poder do alto. Acerca da sua marcante cruzada cristã evangelística de Londres, em 1873 escreveu Robert Boyd: “Moody pregou à tarde no Auditório da Associação Cristã de Moços, em Sunderland. Em pleno culto houve manifestação de línguas estranhas e profecia. O fogo espiritual dominava o ambiente” (Moody and Sankey in Great Britain, 1875). Há muitos outros exemplos de que, ao longo da história, o Espírito Santo vem sendo derramado sobre aqueles que o buscam. A mundialmente conhecida e respeitada Enciclopédia Britânica, declara: “A glossolália (o falar noutras línguas) esteve em evidência em todos os avivamentos da história da igreja” 

Continua em outro post...

Um comentário:

  1. Jose, seja bem-vindo ao Vivendo pela palavra, eu também ja estou por aqui. parabéns pelo blog.

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